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sexta-feira, 6 de novembro de 2026 Notícias verificáveis. Fontes transparentes.

Política

Comissão aprova projeto que obriga agressor a pagar mudança da vítima

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprova PL 1217/26, que obriga agressor a ressarcir despesas de mudança da vítima de violência doméstica.

Comissão aprova projeto que obriga agressor a pagar despesas de vítima com mudança de imóvel — Portal da Câmara dos Deputados

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1217/26, que obriga o agressor a ressarcir as despesas da vítima que precisar mudar de imóvel em razão de violência doméstica. A proposta é de autoria do deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e teve parecer favorável da relatora, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS).

Na avaliação da relatora, a proposição enfrenta com precisão “uma das barreiras mais concretas ao rompimento do ciclo de violência doméstica: o custo econômico de deixar o lar compartilhado com o agressor”.

Despesas incluídas

Pelo texto, o ressarcimento incluirá despesas com transporte de móveis; caução, depósito de garantia e taxas para alugar ou comprar outro imóvel; instalação de serviços como água, energia elétrica e gás; reparação de danos a bens provocados pela violência ou pela mudança emergencial; e outros gastos relacionados à mudança de endereço.

Fernanda Melchionna observou que a saída tem custo elevado e imediato. “Esse ônus recai hoje integralmente sobre a vítima, precisamente no momento de sua maior fragilidade econômica, emocional e social”, ressaltou.

Comprovação

Para ter acesso ao dinheiro, a vítima deverá comprovar a situação de violência por meio de boletim de ocorrência; medida protetiva de urgência; ou laudo emitido por profissional de saúde, psicólogo, assistente social ou órgão de proteção e apoio à mulher.

O pedido de ressarcimento poderá ser feito durante o processo criminal ou cível, ou em ação autônoma de reparação de danos. O pagamento também poderá ser fixado pelo juiz antes do julgamento definitivo. A proposta estabelece que o direito independe do regime de bens do casal, da titularidade do imóvel e da existência de condenação criminal definitiva, e acrescenta as medidas à Lei Maria da Penha.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se passar pela CCJ, poderá seguir para o Senado Federal, sem necessidade de análise do Plenário da Câmara. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias