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terça-feira, 18 de agosto de 2026 Notícias verificáveis. Fontes transparentes.

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“Acho que meu plano de jogo estava perfeito”, analisa Tiafoe

“Acho que meu plano de jogo estava perfeito”, analisa Tiafoe

Nova York (EUA) – O norte-americano Frances Tiafoe fez uma grande apresentação na noite de terça-feira contra o búlgaro Grigor Dimitrov, que acabou desistindo da partida, válida pelas quartas de final do US Open, quando o tenista da casa vencia com o placar de 6/3, 6/7 (5-7), 6/3 e 4/1, após 3h04 de batalha.

“Definitivamente um final abrupto, mas vi meu nível realmente alto durante dois sets e meio, três sets. Acho que meu plano de jogo estava perfeito. Deixei ele entrar um pouco no segundo set, mas continuei, apliquei pressão muito bem. Sinto que joguei bem”, analisou o atual número 20 do mundo.

A única coisa que Tiafoe não aprovou foi o saque, mesma reclamação da partida anterior. “Não era onde eu queria estar. Dei a ele muitos segundos serviços e tenho que melhorar nesse aspecto. No resto, devolvi e me movi muito bem esta noite”, comentou o norte-americano de 26 anos.

Tiafoe destacou a boa campanha no Masters 1000 de Cincinnati, onde foi vice-campeão, perdendo apenas para o número 1 do mundo Jannik Sinner, que serviu de motivação para seu ótimo desempenho no US Open, onde vai disputar pela segunda vez a semifinal, algo que já havia feito em 2022.

Para ser honesto, não estava realmente pensando em fazer semifinal ou ganhar o evento. Quando saiu o sorteio vi que tinha que jogar com Ben (Shelton). Não estou tão bem classificado como antes, então não sabia até onde poderia ir. Depois que passei por isso, a chave abre e você pergunta: ‘por que não?’”, disse Tiafoe.

Duelo 100% norte-americano nas semifinais

Depois de bater Aleksandar Kovacevic na estreia e Ben Shelton na terceira rodada, Tiafoe terá mais um duelo local nas semifinais, medindo forças com o compatriota Taylor Fritz, contra quem tem um retrospecto nada positivo, com seis derrotas em sete confrontos. Isso garante um norte-americano na final do US Open pela primeira vez desde 2006.

“Acho que todos nós temos batido na porta. Taylor entrou e saiu do top 10, eu mesmo estava no top 10 nessa época no ano passado. Tommy (Paul) está batendo na porta das quartas, jogando muito bem. Ben também está forte. É só uma questão de tempo. Você se coloca em posições e é só uma questão de tempo”, observou o atual número 20 do mundo.

Tiafoe acredita que atualmente o circuito está mais aberto. “Não é como antigamente, quando você chega às quartas de final, joga contra o Rafa (Nadal) e já está olhando as passagens para ir embora”, observou o norte-americano.

Ele também falou sobre o retrospecto negativo contra Fritz. “Obviamente você tem que aprender com esses jogos. Em alguns deles eu acho que realmente deveria ter vencido. Ele é durão, joga muito bem dos dois lados, tem um ótimo saque e está se movimentando muito melhor agora. Vai ser difícil”, avaliou.

“Vai ser uma grande chance para nós dois, podemos jogar uma final. Que o melhor vença na sexta-feira. Vai ser épico. Levem a pipoca que vai ser divertido”, complementou Tiafoe, que está subindo para o 16º lugar com a semi, pode ser o 13º se for para a final e voltar ao top 10 caso seja campeão.