Em entrevista à Voz do Brasil, desta segunda (4), o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, falou sobre as novidades do programa, lançado hoje
O Governo do Brasil lançou, nesta segunda-feira (4/5), o Novo Desenrola Brasil. O programa terá duração de 90 dias, prevê descontos de até 90% do valor da dívida, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas.
Um dos eixos do programa é o Desenrola Famílias, com descontos e crédito mais barato, para dívidas em atraso, que vão beneficiar até 20 milhões de pessoas.
A ideia aqui é focar, sobretudo, nessas dívidas que tenham até dois anos, porque são dívidas que impedem as pessoas de participar da sua vida financeira, são dívidas normalmente caras, que serão substituídas por dívidas baratas. Por isso que nós estamos focando, otimizando esses recursos públicos nesse público específico”, explicou o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, em entrevista à Voz do Brasil desta segunda.
O Desenrola Família permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
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O programa oferece descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor total da dívida, com taxa de juros limitada a 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses, além de carência de até 35 dias para o início das parcelas. O valor renegociado pode chegar a até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira, e é garantido pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Nome Limpo
Outro foco do programa são as dívidas menores. Dívidas de até R$ 100, quitadas nos moldes do programa, resultarão em nome limpo imediato. “Mais do que diretamente para as pessoas, esse é um comando para as instituições financeiras, para os credores. Ou seja, uma instituição financeira ou uma financeira que queira participar do programa vai ter que desnegativar dívidas até R$ 100 na origem”, destacou o secretário.
Ou seja, todas aquelas dívidas que no início eram de até R$ 100 que levaram a uma negativação, a instituição vai ter que desnegativar, ou seja, vai ter que tirar qualquer restrição de crédito desse devedor para que a própria instituição possa participar. Então esse é um comando para o banco, para a financeira, tirar essa negativação se estivermos falando de dívidas pequenas, ou dívidas com limite original até R$ 100″, acrescentou.
Confira a entrevista completa aqui:
