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terça-feira, 3 de novembro de 2026 Notícias verificáveis. Fontes transparentes.

Notícia

AGU defende no STF a MP que proibiu as bets no país

Jorge Messias afirmou em audiência pública que a Medida Provisória 1.394 de 2026 buscou proteger a saúde, a renda das famílias e a economia do país.

AGU defende medida provisória que proibiu bets no país

O advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu nesta terça-feira (3) a validade da Medida Provisória 1.394 de 2026, que proibiu o funcionamento das empresas que operam sites de apostas online, as bets. A defesa foi feita em audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a proibição das apostas eletrônicas.

Proteção à saúde e à renda das famílias

O advogado-geral argumentou que a medida provisória buscou proteger a saúde da população, a renda das famílias e a economia do país. “O Estado pode interromper uma atividade econômica quando a experiência demonstra que sua exploração compromete direitos fundamentais? Sim, pode e deve agir quando os instrumentos de proteção se mostram insuficientes”, defendeu.

Messias disse que a regulamentação das bets demonstrou que a restrição da publicidade, mecanismos de fiscalização e controle não foram suficientes para proteger a população.

“Não há incoerência em corrigir uma escolha quando os seus efeitos se revelam socialmente gravosos. Incoerente seria conhecer o sofrimento das famílias e insistir no mesmo caminho apenas para preservar patrocínios e receitas empresariais”, completou.

Segundo o advogado-geral, a experiência acumulada com a regulamentação do setor mostrou que as ferramentas de controle disponíveis não deram conta de conter os efeitos negativos das apostas sobre a população. Por isso, na avaliação dele, a interrupção da atividade se justifica como medida de proteção a direitos fundamentais, e não como ingerência indevida do Estado sobre a iniciativa privada.

Messias sustentou ainda que a decisão de editar a medida provisória levou em conta o impacto das apostas sobre a renda das famílias e sobre a economia do país, além dos riscos à saúde da população. Para ele, o Estado tem o dever de agir quando os instrumentos de proteção se mostram insuficientes, ainda que isso implique rever escolhas anteriores.

Audiência pública no STF

A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos recursos no Supremo pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

As entidades pedem a derrubada da medida provisória editada em setembro deste ano. A audiência reuniu representantes do setor, entidades e autoridades para debater os efeitos da proibição das apostas eletrônicas no país.

Fonte: Agência Brasil.