Um dos maiores programas de inovação aberta do Brasil, o Link Iguassu Valley, que neste ano será realizado em 15 de maio, na cidade de Medianeira, chega à sexta edição com edital aberto para a seleção de ativos protegidos ou em processo de proteção, como patentes, softwares, desenhos industriais, cultivares ou know-how, nas áreas de Inteligência Artificial, Sustentabilidade, Indústria 4.0, Agrotech e Biotecnologia, aplicadas às cadeias agroalimentares e a setores estratégicos.
O Edital Vitrine Tecnológica – Link Iguassu Valley 2026 é uma iniciativa do Iguassu Valley, câmara técnica de Inovação do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), realizada pelo Sebrae/PR, correalizada pela Frimesa Cooperativa Central e pela Lar Cooperativa Agroindustrial, com apoio de parceiros como a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), universidades estaduais do Paraná e três instituições federais, por meio de suas agências de inovação, além da Fundação Araucária e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Podem participar professores, pesquisadores e extensionistas; agências e núcleos de inovação tecnológica (NIT); centros de pesquisa e institutos de ciência e tecnologia (ICT); startups; estudantes de graduação e pós-graduação; além de profissionais da indústria e do agronegócio.
A submissão dos relatos deve ser feita até 08 de abril, por meio de link específico. Os trabalhos selecionados serão apresentados em formato de pitch presencial durante o Matchmaking do Link Iguassu Valley 2026, no dia 15 de maio, em Medianeira (PR).
O consultor do Sebrae/PR, Osvaldo Brotto, reitera o protagonismo da instituição na agenda de inovação aberta, evidenciando a “Ambição Regional” de transformar o Oeste em referência mundial quando o assunto é inovação e tecnologia agregada às proteínas até 2040.
“O edital, ao selecionar ativos protegidos nas áreas de IA, Agrotech, Biotecnologia e Sustentabilidade, atua como instrumento concreto para avançar nessa agenda de crescimento e consolidação, pois fortalece P&DI e a propriedade intelectual ligada à proteína, como patentes, softwares, cultivares e know-how e estimula a inovação e a digitalização na produção, no processamento e na gestão das cadeias de proteínas”, explica Brotto.

Parceiros
O programa se consolida como um acelerador de inovações tecnológicas com potencial de aplicação no mercado, com foco no desenvolvimento regional, estadual e nacional.
Quirino Alison Vilas Boas da Silva, coordenador de Inovação da Frimesa, ressalta que a cooperativa busca parceiros que não apenas dominem a tecnologia, mas que também compreendam as complexidades e particularidades do modelo cooperativista.
“Esperamos participantes que tragam mais agilidade aos nossos processos e que se tornem braços direitos na construção de uma visão voltada a novos negócios. Hoje, há total abertura para a utilização de patentes, pois a cooperativa atravessa um momento de transformação profunda. Estamos em uma jornada em busca de novos horizontes, explorando como aprimorar nosso modelo de atuação. Nosso objetivo é evoluir de uma cooperativa puramente industrial para uma organização orientada à tecnologia e à inovação contínua, em que novas soluções e modelos de negócio sejam o motor dessa mudança”, afirma Quirino.

Para Márcia Pessini, gerente de Qualidade, Meio Ambiente, Inovação e Sustentabilidade da Cooperativa Lar, o Link Iguassu Valley fortalece as ações de inovação aberta das cooperativas, estruturando um modelo de mapeamento, priorização e qualificação de demandas estratégicas.
“Esse processo viabiliza o desenvolvimento de projetos colaborativos, com compartilhamento de conhecimento, riscos e resultados, gerando soluções mais alinhadas aos desafios reais do negócio. Esperamos a participação de um público diverso, contemplando diferentes modelos, níveis de maturidade e propostas, de modo a ampliar o potencial de geração de soluções aderentes às demandas”, finaliza Márcia.
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