Seguindo a meta de visitar todas as Unidades de Conservação do Paraná, o deputado estadual Goura (PDT), acompanhado da equipe do Núcleo de Gestão Integrado do Rio Paraná (NGI) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), visitou, na semana passada, o Parque Nacional de Ilha Grande e o Refúgio Biológico Maracaju.

O Parna Ilha Grande integra o Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná e é resultado de uma longa luta pela preservação das áreas de várzea afetadas pela formação do Lago de Itaipu, que submergiu as Sete Quedas.

Já o Refúgio Maracaju é mantido pela Itaipu Binacional e está localizado em um território binacional, envolvendo Brasil e Paraguai. A área possui mais de 1,3 mil hectares de áreas de Mata Atlântica recuperadas desde a década de 1980.

“O nosso mandato está empenhado em fortalecer as unidades de conservação do Estado. Isso inclui um trabalho contínuo de educação ambiental junto a toda a sociedade, ressaltando a importância dessas unidades para a preservação da biodiversidade, para a regulação do clima, para o equilíbrio ambiental e para os serviços ecossistêmicos”, ressaltou Goura.

Parna Ilha Grande

Criado em 1997, o Parque Nacional de Ilha Grande está localizado na Bacia do Rio Paraná, na divisa entre os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. A unidade de conservação abrange nove municípios e ocupa uma área aproximada de 78.875 hectares.

“O parque faz a transição entre o bioma da Mata Atlântica, com elementos do Cerrado e do Pantanal, o que lhe confere uma relevância biológica muito significativa. Trata-se do único trecho do Rio Paraná que permanece livre de barragens, preservando um segmento de rio em seu estado natural”, explicou Goura.

Grandes felinos

Articulador da proposta que resultou na Lei 21306/22, que institui o Programa Estadual de Conservação de Grandes Felinos no Paraná, Goura ressaltou que o parque é composto por mais de 200 ilhas, com uma biodiversidade extremamente rica, com espécies como a onça-pintada, veado-pantaneiro e diversas outras, incluindo registros de araras e dos tuiuiús.

“Em conjunto com outras áreas próximas, o parque compõe um corredor biológico de grande importância para a conservação ambiental. As unidades de conservação exercem funções biológicas fundamentais para todo o entorno e têm impacto em escala global. Estamos justamente nesse diálogo permanente para o fortalecimento dessas áreas protegidas”, afirmou Goura.

Localizado no Rio Paraná, cujo nome, em guarani, significa “grande como o mar”, o parque está inserido em uma das mais importantes bacias hidrográficas do país. O Rio Paraná recebe águas de rios estratégicos do estado, como o Paranapanema, que por sua vez recebe o Tibagi, além do Ivaí e do Piquiri.

Dessa forma, essas bacias hidrográficas convergem para o Rio Paraná, formando um expressivo volume de água e sustentando uma biodiversidade de grande relevância. Nesse contexto, o mandato defende o fortalecimento das equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a valorização do trabalho de gestão realizado pela instituição.

O deputado também destacou o diálogo permanente com outras unidades federais de conservação, como o Parque Nacional do Iguaçu, o Parque Nacional do Superagui, o Parque Nacional dos Campos Gerais, as florestas nacionais, o Parque Nacional de Guaricana, o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange e o Parque Nacional da Ilha dos Currais.

Essas áreas já foram visitadas ou estão no planejamento de agendas futuras e integram um diálogo amplo e contínuo com o ICMBio, com o objetivo de ampliar a compreensão da sociedade sobre a importância das unidades de conservação para a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável.

O deputado Goura foi acompanhado por uma equipe de analistas ambientais composta pelo chefe do NGI Rio Paraná, Arthur Sakamoto, pelo chefe da Base Avançada de Guaíra, José Wilton Venancio, Tersio Abel Pezenti e Vagner Perez da Silva.

Refúgio Biológico Maracaju

Outro ponto importante da agenda ambiental, além da visita ao Parque Nacional, foi a visita ao Refúgio Biológico Maracaju. No local, é desenvolvido um trabalho consistente de educação ambiental, com trilhas interpretativas, ações de sensibilização e conscientização sobre a Mata Atlântica, a vegetação nativa da região e as áreas de mata ciliar do Rio Paraná.

“O refúgio também realiza atividades de observação de aves, trabalhos com meliponídeos (abelhas nativas, sem ferrão) e ações permanentes de preservação da fauna e da flora locais”, relatou Goura.

Goura ressaltou que foi uma agenda muito positiva. “O Refúgio Biológico Maracaju estabelece uma conexão ecológica, formando um corredor com o Parque Nacional de Ilha Grande e com as áreas de mata ciliar do Rio Paraná”.

Durante a visita, também estiveram presentes o técnico ambiental do Programa de Sustentabilidade Indígena da Itaipu, Anderson Gibathe, além da coordenadora do Refúgio do lado paraguaio, Maria Angélica.