# Ministério das Mulheres lança Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero — Agência Gov

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- Published: 2026-04-08T19:13:00-03:00
- Author: Redação

A comunicação pública tem o poder de moldar a percepção da sociedade e, mais do que informar, ela deve garantir direitos e combater as desigualdades. Com esse compromisso, o Ministério das Mulheres lançou, nesta segunda-feira (6/4), o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. O evento de lançamento ocorreu na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), reforçando a parceria entre o Poder Público e a academia na construção de uma sociedade mais equânime. O Guia não é apenas um manual técnico; é um convite à mudança de cultura. Com 50 páginas ilustradas que celebram a diversidade brasileira, o material é voltado a profissionais de comunicação do setor público e orienta práticas que combatam desigualdades históricas e promovam a valorização e dignidade de todas as mulheres. &#8220;A comunicação não é neutra. Ela pode reforçar preconceitos ou ser uma ferramenta estratégica para superá-los. Este guia serve como uma bússola para que o Estado fale com a população de forma transparente, inclusiva e democrática&#8221;, destaca Janara Sousa, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Mulheres. A publicação está organizada em eixos que orientam uma comunicação pública mais justa e inclusiva: Promoção da igualdade: parte do princípio de que a informação é um direito, e o Estado deve ser um agente ativo na desconstrução de estereótipos, garantindo que a comunicação seja acessível e reflita a realidade da população. Uso de dados com recorte de gênero e raça: ensina que, para que uma política pública seja eficaz, ela precisa enxergar quem ela atende, e o uso de dados qualificados permite ações mais justas e direcionadas. Prática da interseccionalidade: reconhece que as mulheres são diversas e incentiva narrativas em que raça, classe e orientação sexual se cruzam, garantindo visibilidade a grupos historicamente marginalizados. Uso de linguagem não sexista: propõe superar o &#8220;masculino genérico&#8221; que invisibiliza as mulheres; mais do que trocar palavras, a ideia é adotar uma linguagem que inclua a todos de forma natural e estratégica. Responsabilidade ao comunicar violência:  orienta que casos de violência contra a mulher devem ser tratados como um problema de saúde e segurança pública, e não um fato privado; o foco aqui é a proteção da vítima e a responsabilização do agressor, evitando a revitimização. Diversidade de fontes e equipes: incentiva a pluralidade de vozes e a formação de equipes diversas para garantir uma comunicação mais plural e representativa. Canais de escuta empática: propõe fortalecer os canais de escuta pública para que mulheres de todas as realidades se sintam seguras e ouvidas em suas demandas. Comunicação pública como espelho da diversidade Integrado ao Pacto Brasil contra o Feminicídio, o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero do Ministério das Mulheres passa a ser uma referência central para o planejamento de campanhas e políticas governamentais. A meta é transformar as instituições por dentro para que o serviço público seja, de fato, um espelho da diversidade e um motor de igualdade para o país. Trabalho colaborativo O Guia foi elaborado pela equipe da Assessoria Especial de Comunicação do Ministério das Mulheres, sob coordenação editorial de Janara Sousa. A publicação resulta de um trabalho colaborativo e qualificado, no qual cada tópico foi desenvolvido por uma profissional com reconhecida experiência no eixo temático abordado, assegurando consistência técnica, diversidade de perspectivas e alinhamento com as diretrizes de promoção da igualdade de gênero. A equipe é formada por: Ana Carolina Novelli, Bruna de Jesus Nascimento, Eliane Aparecida de Almeida Barros, Janara Sousa, Kenia Augusta Figueiredo, Luiza Beloti Abi Saab, Luiza Cattony, Vitória Freire Vilas Boas e Giulia Blainner. Acesse aqui a versão digital completa do Guia.  
